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Criar um site tipo Vinted: o seu marketplace de segunda mão

Criar um site tipo Vinted para a sua comunidade: segunda mão, consignação ou criadores. Funções, regras, envios e orçamento real, sem uma linha de código.

Por A equipa Marketplace Factory10 min de leitura
Semelle rare, marketplace de sapatilhas de coleção entre entusiastas gerado pelo estúdio.
Captura do estúdioSemelle rare, marketplace de sapatilhas de coleção entre entusiastas gerado pelo estúdio.
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Criar um site tipo Vinted é querer dar uma segunda vida aos objetos de uma comunidade que se conhece: os sneakers de coleção, a moda vintage, a roupa de criança de uma escola, o material de um desporto. Este guia diz como fazê-lo à sua escala: porque é que um nicho tem sucesso onde um generalista hesita, os três modelos possíveis, as funções indispensáveis, as regras a cumprir, os envios e o orçamento real. A Marketplace Factory cria o seu marketplace de segunda mão completo a partir de uma frase: seis propostas prontas chegam em cerca de um minuto, e depois o site, com os anúncios de exemplo, em poucos minutos.

Porquê um nicho: uma comunidade, um estilo, uma cidade

A segunda mão ganha terreno, e os números de França mostram-no. Segundo o barómetro da Refashion publicado a 17 de junho de 2026, o organismo francês do setor têxtil, venderam-se em França em 2025 65,4 mil toneladas de vestuário, calçado e roupa de casa em segunda mão, 7,2 % dos volumes do consumo total, mais 4,8 % num ano. O mesmo barómetro aponta um preço médio de 8,50 € por artigo têxtil em segunda mão, com grandes diferenças: 3,40 € nos atores da economia social e solidária, mais de 16,70 € nas empresas que vendem a particulares.

Estes números dizem duas coisas. A procura existe. E o preço médio é baixo: um marketplace de segunda mão ganha a vida com a confiança, a seleção e o carrinho, não com peças vendidas uma a uma ao preço mais baixo. É exatamente o que um nicho permite:

  • Uma comunidade: colecionadores de sneakers, cavaleiros, amantes de vinil, pais de uma mesma escola.
  • Um estilo: o vintage dos anos 70, a moda de criadores, o streetwear, o workwear.
  • Uma cidade: os roupeiros de um bairro, com entrega em mão e envio para o resto.

Num nicho, o comprador encontra peças descritas por quem percebe do assunto, com os critérios que contam para ele: o número e o estado «nunca usados» de um par de coleção, as medidas tiradas na horizontal de um casaco vintage. Volta, e compra de bom grado várias peças de uma vez.

Três modelos: entre particulares, consignação, criadores

ModeloQuem vendeO que mudaO ponto de atenção
Entre particularesparticulares que esvaziam o roupeiromuitas peças, preços baixos, uma venda combinada por mensagem ou paga onlinemostrar o estatuto, organizar a confiança
Consignação onlineuma ou várias lojas que vendem as peças deixadas à consignaçãopeças verificadas, preços mais altos, um stock acompanhadoo direito de livre resolução, as regras da atividade comercial
Loja de criadorescriadores e ateliês que transformam ou restaurampeças únicas, uma história para contaro estatuto de artesão, as peças feitas por encomenda

Nada obriga a escolher um só modelo. Misturar particulares e profissionais é permitido, desde que se diga em cada loja: voltamos a isso na parte sobre as regras. Para os criadores, o nosso guia para criar um marketplace de artesanato vai mais longe; para os objetos do dia a dia vendidos perto de casa, leia o guia para criar um site tipo OLX.

As funções de um marketplace de segunda mão

Um marketplace de segunda mão parece-se com uma loja online, com três diferenças: cada peça é única, cada vendedor é diferente, e o estado conta tanto como o preço. Eis o que deve fazer, e o que faz um marketplace da Marketplace Factory da família Venda de produtos:

  • A peça única: paga, sai logo do site, nunca vendida duas vezes, mesmo que dois compradores se decidam no mesmo segundo.
  • Os tamanhos e o estado: a publicação guiada faz as perguntas do seu setor, com as fotos, e guarda o rascunho a cada etapa. No exemplo Seconde Nature, a ficha de um casaco diz o estado, o tamanho, o material e a época.
  • Um carrinho para vários vendedores: o comprador enche um só carrinho, com vários vendedores, e paga uma só vez; cada vendedor recebe a sua parte do mesmo carrinho, já sem a sua comissão.
  • Avaliações verificadas: só um cliente que comprou pode avaliar, e a nota aparece na ficha e na página do vendedor.
  • A pesquisa e os alertas: os filtros do seu setor, e um e-mail logo que uma nova peça corresponde a uma pesquisa guardada.
  • As mensagens: cada pedido tem a sua conversa, com fotos anexadas, para a pergunta que decide uma compra, sobre o tamanho ou um defeito.
  • Google Shopping, Facebook e Instagram: o seu catálogo segue para as montras deles, até 5 000 produtos.

Tudo isto chega com os quatro espaços do marketplace (o site público, o espaço dos compradores, o dos vendedores e o back-office) e o pagamento online na sua própria conta Stripe, desde o plano Lançamento. O detalhe está na página Soluções da venda de produtos.

As regras: particular ou profissional, DAC7

Dizer quem vende. Em Portugal, o prestador de um mercado em linha tem de informar o consumidor, antes da compra, sobre se quem oferece o bem é ou não um profissional e, se não for, que os direitos do consumidor não se aplicam a esse contrato (Decreto-Lei n.º 24/2014, art. 4.º-A). A diferença é concreta: um vendedor profissional deve ao comprador à distância um prazo de 14 dias para mudar de ideias, o direito de livre resolução do mesmo decreto-lei; um particular que vende as suas coisas não o deve. Num marketplace da Marketplace Factory, cada vendedor declara se vende como particular ou como profissional, e os profissionais declaram a sua identidade.

Quem compra para revender. Esvaziar o próprio roupeiro não é o mesmo que comprar para revender. Quem compra peças para as revender com regularidade exerce uma atividade comercial: no seu site, deve então vender como profissional, com faturas e o direito de livre resolução. O enquadramento fiscal de cada caso confirma-se com um contabilista.

DAC7. A plataforma comunica todos os anos à Autoridade Tributária, até 31 de janeiro, os rendimentos dos seus vendedores, exceto os que fizeram menos de trinta vendas, por 2 000 € no máximo (Lei n.º 36/2023). Comunicar não quer dizer que os montantes sejam tributáveis. Preveja recolher a morada e o número fiscal dos seus vendedores antes de eles passarem esses limiares.

O resto do quadro (serviços digitais, dados pessoais, livro de reclamações, termos e condições) está no nosso artigo sobre as obrigações legais de um marketplace.

Os envios, vendedor a vendedor

Num marketplace de segunda mão, não há armazém: cada vendedor envia o que vende. O seu papel é tornar a experiência homogénea, sem ficar com o stock a seu cargo.

  1. Modos claros em cada ficha: encomenda registada, ponto de recolha, entrega em mão para os compradores vizinhos.
  2. Um prazo de envio comum, por exemplo 48 horas úteis, mostrado antes da compra, como na ficha de um casaco da Seconde Nature, que anuncia o envio em 48 horas úteis.
  3. Portes por vendedor: um carrinho que junta dois vendedores faz duas encomendas.
  4. Regras de embalagem e de prova: fotos antes do envio, número de seguimento enviado por mensagem.
  5. Uma regra de devolução escrita: catorze dias para os profissionais, como manda a lei; para os particulares, pelo menos a devolução de uma peça que não corresponde à descrição.

Os portes somam-se ao preço dos artigos. Na Marketplace Factory, a nossa parte nunca os conta: incide sobre o que os seus clientes pagam online, deduzidos os reembolsos e sem os portes.

Os exemplos Seconde Nature e Semelle rare, e o orçamento

Dois exemplos da nossa galeria, criados pelo estúdio, cada um a partir de uma só frase. São demonstrações, não sites de clientes.

  • Seconde Nature: «Uma loja online de criadores e de segunda mão, espírito colagem». Peças em segunda mão e peças de criadores convivem, verificadas uma a uma, descritas pelo estado, pelo tamanho e pelo material. Quando particulares e lojas vendem lado a lado, o estatuto de cada vendedor torna-se a informação-chave.
  • Semelle rare: «Compra e revenda de sneakers de coleção entre apaixonados, pop e colorido». Um nicho de colecionadores, que pesquisam por modelo, por marca ou por número: o estado («deadstock», nunca usados) e a caixa original fazem o preço. Um conselho se lançar um site deste género: só prometa a autenticidade dos pares depois de organizar uma verificação a sério. É uma promessa que compromete.

O peso dos preços baixos. Com uma peça a 8,50 €, cada pagamento com cartão suporta 0,25 € de custos fixos além de 1,5 %, segundo a tabela do Stripe em Portugal. O carrinho muda a conta:

Com uma comissão de 12 %Uma peça a 8,50 €Um carrinho de três peças, 25,50 €
Comissão da plataforma1,02 €3,06 €
Custos do Stripe, cartão europeu standard0,38 €0,63 €
Parte da Marketplace Factory, 2 % no Lançamento0,17 €0,51 €
Fica para a plataforma, antes dos custos do Connect0,47 €1,92 €

Por peça, a plataforma fica com 0,64 € em vez de 0,47 €. Para transferir aos vendedores a sua parte, conforme a fórmula escolhida, o Stripe Connect junta até 2 € por vendedor ativo e por mês e 0,25 % + 0,10 € por transferência (preços do Stripe Connect). O carrinho, peças bem escolhidas e uma comissão justa fazem um marketplace que vive.

Quanto custa o site. Dois projetos de marketplaces inspirados no Vinted publicados na Codeur.com, uma plataforma francesa de freelancers, lidos a 10 de outubro de 2026 (o orçamento médio é a média das propostas recebidas, o prazo a estimativa que a Codeur.com mostra):

Projeto publicado na Codeur.comDataOrçamento anunciadoOrçamento médioPrazo estimado
Um marketplace «tipo Vinted» para um só tipo de artigo14 de junho de 2022menos de 500 €2 300 €, 15 propostas15 dias
Um marketplace «com o princípio do Vinted»7 de março de 20211 000 a 10 000 €6 150 €, 30 propostas29 dias

Com a Marketplace Factory, o marketplace completo é entregue, alojado e mantido por nós. O estúdio é grátis para experimentar, com 2 ideias e 10 ajustes oferecidos no registo, sem cartão. Para abrir, o que paga por mês, sem IVA e sem os custos do Stripe:

Vendas pagas online por mês1 000 €5 000 €10 000 €
Marketplace Factory Lançamento, 79 € + 2 %99 €179 €279 €
Marketplace Factory Pro, 199 € + 1,5 %214 €274 €349 €
Marketplace Factory Dedicado, desde 990 € + 1 %1 000 €1 040 €1 090 €

Acima de cerca de 24 000 € de vendas online por mês, o Pro fica mais barato do que o Lançamento, com até três domínios seus e os e-mails enviados a partir do seu domínio. Durante a beta, experimenta tudo sem pagar nada: os pagamentos funcionam em modo de teste. O caminho do dinheiro, do comprador aos vendedores, está explicado no nosso artigo sobre pagamentos num marketplace com o Stripe Connect.

A segunda mão ganha-se perto de uma comunidade. Com a Marketplace Factory, a sua tem o seu marketplace completo a partir de uma frase: peças únicas, carrinho para vários vendedores, avaliações verificadas, pagamento online no seu Stripe, sem uma linha de código. Fica-lhe a melhor parte do trabalho: reunir os primeiros vendedores, e dar vontade de voltar.

Vinted é uma marca do respetivo proprietário; a Marketplace Factory não tem qualquer ligação a ela.

Perguntas frequentes

Um particular pode vender no meu marketplace de segunda mão?

Sim, desde que o comprador saiba quem vende: um particular não deve o direito de livre resolução de catorze dias, um profissional deve. A lei obriga o marketplace a informar se quem vende é ou não um profissional. Na Marketplace Factory, cada vendedor declara se vende como particular ou como profissional, e os profissionais declaram a sua identidade.

Quem trata dos envios num marketplace de segunda mão?

Cada vendedor envia o que vende, e o marketplace fixa as regras comuns: prazo de envio, encomenda registada ou ponto de recolha, embalagem, devoluções. Os portes somam-se ao preço dos artigos. Na Marketplace Factory, a nossa parte de 2 % no Lançamento nunca incide sobre os portes, só sobre os artigos pagos online.

É preciso um carrinho para vários vendedores?

Na segunda mão, é quase indispensável. As peças valem pouco: em França, um artigo têxtil em segunda mão custou em média 8,50 € em 2025, segundo a Refashion. Pagas uma a uma, cada peça suporta os custos fixos de pagamento. Com um só carrinho, o comprador junta as peças de vários vendedores, paga uma vez, e cada vendedor recebe a sua parte. A Marketplace Factory inclui-o na família Venda de produtos.

As vendas dos meus vendedores são comunicadas às Finanças?

Sim, acima de um limiar. A plataforma comunica à Autoridade Tributária os dados dos vendedores que cheguem a trinta vendas ou passem de 2 000 € no ano, ao abrigo do DAC7, até 31 de janeiro do ano seguinte. Comunicar não quer dizer que os montantes sejam tributáveis: o enquadramento fiscal de cada vendedor confirma-se com um contabilista.

Quanto custa um site tipo Vinted?

Na Codeur.com, uma plataforma francesa de freelancers, dois projetos de marketplaces inspirados no Vinted receberam orçamentos médios de 2 300 € e 6 150 €, com prazos estimados de 15 e 29 dias. Com a Marketplace Factory, o plano Lançamento custa 79 € por mês sem IVA, mais 2 % das vendas pagas online, com pagamento online, alojamento e manutenção incluídos, sem uma linha de código.

Fontes7

As páginas citadas no artigo, consultadas na data indicada no texto.

  1. media-pro.refashion.fr/2026/06/2026-cp-barometre-annuel-de-la-consommation.pdf
  2. pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=2062&tabela=leis
  3. diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/36-2023-216188321
  4. codeur.com/projects/343685-creation-d-une-marketplace-type-vinted
  5. codeur.com/projects/287499-creation-d-une-marketplace-sur-le-principe-de-vinted
  6. stripe.com/pt/pricing
  7. stripe.com/pt/connect/pricing

Estes artigos são escritos pela equipa Marketplace Factory, que constrói o estúdio e os marketplaces que ele gera. Como escrevemos